Entrevista com Deputado Federal Narcio Rodrigues (PSDB)
O jornalista Narcio Rodrigues alcançou, aos 48 anos, um dos cargos de
maior importância no país, o de Primeiro Vice Presidente da Câmara de
Deputados, em Brasília. Com o afastamento de Renan Calheiros, então
Presidente do Senado, Narcio é atualmente o presidente em exercício do
Congresso Nacional.

A bem sucedida carreira política esconde, no entanto, um lado que poucos conhecem, o de poeta e compositor. Narcio já editou dois livros de poesias o ultimo deles sob o titulo “Uma Ave ameaça a solidão do céu” e várias de suas composições foram gravadas por artistas da chamada música de raiz.
Narcio Rodrigues é um dos homenageados do Prêmio Mineiro de Música Independente.
PMMI – Como o senhor, sendo uma das pessoas mais influentes do país avalia ukm evento como o PMMI para a cultura mineira? NR – Eu vejo o Prêmio Mineiro de Música Independente como um grande apoio e incentivo à divulgação da cultura de Minas, dentro e fora do Estado, uma vez que os valores culturais mineiros estão intrinsecamente ligados à música Independente. Por ter amplo direito à autencidade e à autonomia, sem o compromisso de atender a interesses outros que não o da arte e da cultura, a música independente tem mais espaço do que qualquer outra para falar do jeito mineiro de ser, de viver e de enxergar o mundo. A Música Independente é a música desembolada, criativa, talentosa...É isso que temos visto a cada PMMI, que vai se tornando o palco principal da expressão dos nossos artistas independentes.
PMMI - O Prêmio Mineiro de Música Independente arrecadou em pouco mais de 1 ano mais de 12 Toneladas de alimentos. O que representa para o senhor este lado social do evento? NR – Significa o reconhecimento de que a arte não pode estar dissociada da responsabilidade social. E a música, neste aspecto, tem um papel preponderante, por que por si só ela é importante ferramenta de inclusão social, na medida em que revela novos talentos e abre novas possibilidades e oportunidades. Arrecadar alimentos em um evento musical é estar consciente de um dos muitos papeis que o artista desempenha no objetivo de transformar a sociedade.
PMMI - O senhor também compõe músicas. Como é esse lado que poucos conhecem? NR – Pois é. Esse é um segredo que eu guardo comigo. Poucas pessoas que me conhecem sabem que, por traz de político e do deputado, estão um poeta e um letrista de música. As duas coisas, aliás, estão muito próxima. Gosto de compor e gosto de escrever. Nasci na barraca do Rio Grande, em um lugar chamado Chatão, no município de Frutal. E nasci coma moda de viola, a moda sertaneja na alma. Aprendi toda história da Música Popular Brasileira. Eu tenho música dentro de mim. Adoro ouvir e adoro estudar música.Tenho escrito, ultimamente, umas letras para do Caio e da banda dele. A turma gosta. Tem gente corajosa que grava o que eu escrevo já pensou?
PMMI – O senhor foi eleito a grande personalidade de 2007 em apoio a cultura. Como o senhor se sente com está premiação? NR – Acredito que este não é apenas um reconhecimento à minha atuação nesta área, mas também as ações do Governo Aécio Neves, que elegeu a Cultura Mineira como uma de suas prioridades. O Governo de Minas, com o qual eu tenho a honra de atuar em completa sinergia, está trabalhando no sentido de fortalecer a cultura no Estado. Nesta direção, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura tem se revelado um poderoso instrumento para viabilizar e fortalecer a produção musical independente. E fortalecer está produção é o primeiro passo para a construção de uma mercado musical consolidado e com uma estrutura mais forte. Portanto, a premiação me alegra. É prova de que, mesmo virando político, eu não perdi o contato coma arte. Aliás, fiz o contrario: Me utilizei da política para abrir caminho para a cultura.
PMMI – Deixe uma mensagem aos leitores da PMMI MAGAZINE. NR – Acho que a Música Independente tem tudo haver com a Música Livre. Nada fala mais fundo à alma mineira do que a palavra “liberdade” que constrói a criação cultural e artística. Todo mundo sabe e Guimarães Rosa gostava de dizer que Minas são Muitas. Mas a Minas que melhor fala com os mineiros, penetrando na nossa alma, é a Minas da Música. O movimento musical de Minas tem uma bela história. E o PMMI é, a meu ver, o início de um movimento que vai revelar novos talentos e consolidar a criatividade mineira. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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Entrevista com a banda Internacional SEPULTURA.
O Prêmio Mineiro da Música Independente tem orgulho de entrevistar um dos melhores guitarristas do mundo, e de mostrar que mesmo depois de mais de 20 anos o SEPULTURA não esqueceu suas origens, Estamos falando de Belo Horizonte a capital que projetou a banda SEPULTURA para o mundo inteiro, com vocês Andréas Kisser, Boa leitura.

PMMI - Como foi o shows que vocês fizeram no dia 22 de setembro em BH? Andréas Kisser - FOI UM DOS MELHORES SHOWS QUE FIZEMOS NESTA TOUR DO "DANTE XXI", TOCAMOS MÚSICAS DE TODOS OS DISCOS DA HISTÓRIA DO SEPULTURA E O PÚBLICO TAVA MUITO FODA, CANTANDO TUDO. FOI MAIS ESPECIAL AINDA PORQUE FOI O PRIMEIRO SHOW DO JEAN TOCANDO COM A GENTE EM B.H. COM A PRESENÇA DAS FAMILIAS E AMIGOS.
PMMI - E como foi voltar a Belo Horizonte para receber o troféu como banda DETAQUE INTERNACIONAL pelo Prêmio Mineiro da Música Independente? Andréas Kisser - É SEMPRE BOM VOLTAR A B.H.E O PRÊMIO É UM INCENTIVO AS BANDAS NOVAS E PRA GENTE FOI UM GRANDE RECONHECIMENTO AO NOSSO ÚLTIMO TRABALHO "DANTE XXI".
PMMI - Como tem sido o Clima dentro da banda com a saída do baterista Igor Cavalera? Andréas Kisser - TEM SIDO DE MUITOS SHOWS E VIAGENS, TOCANDO EM MUITAS SITUAÇÕES DIFERENTES, MUITOS PAÍSES QUE FOMOS PELA PRIMEIRA VEZ (INDIA, URUGUAI, PARAGUAI, ESTONIA, BULGARIA), CLIMA POSITIVO, ESTAMOS COMEÇANDO A ESCREVER UM DISCO NOVO PARA O PRÓXIMO ANO E CREIO QUE O IGOR ESTA FAZENDO AQUILO QUE SE SENTE BEM FAZENDO, UMA NOVA CARREIRA. ESTA TRANSIÇÃO ESTA SENDO BEM MAIS TRANQUILA EM COMPARAÇÃO À SAÍDA DO MAX.
PMMI - O Jean tem mostrado muita competência e determinação na batera, vocês avaliam que foi uma boa escolha? Andréas Kisser - COM CERTEZA, ACHO QUE A GENTE TEM MUITA SORTE EM ENCONTRAR OS MÚSICOS CERTOS NAS HORAS EM QUE PRECISAMOS. O JEAN É UM MÚSICO FANTÁSTICO, QUE TEM UMA TÉCNICA E UMA PEGADA ÚNICA. ELE VAI TER MAIS OPORTUNIDADE DE MOSTRAR DO QUE É CAPAZ QUANDO FIZERMOS O PRÓXIMO DISCO.
PMMI - Como o Público tem reagido coma entrada de jean? Andréas Kisser - MUITO BEM, A RESPOSTA TEM SIDO INACREDITÁVEL EM TODAS AS PARTES DO MUNDO, O QUE FALTA AGORA É MATERIAL NOVO.
PMMI - Fale um pouco deste novo disco, como foi a produção e como tem sido os shows pelo mundo? Andréas Kisser - O DANTE FOI UM TRABALHO DE DOIS ANOS, ENTRE COMEÇAR A ESCREVER E MIXAGEM FINAL. A INSPIRAÇÃO VEIO DAS TRILHAS SONORAS CINEMATOGRÁFICAS E FIZEMOS A NOSSA TRILHA PARA O LIVRO ESCRITO POR DANTE ALEGUIERI " A DIVINA COMÉDIA". OS SHOWS TEM SIDO MUITO BONS, EVOLUÍMOS MUITO COMO BANDA NO PALCO NESTES DOIS ÚLTIMOS ANOS.
PMMI - Desde cedo o futebol já estava no sangue da banda , toda a banda é igual ao baixista Paulo Junior que é fanático pelo Clube Atlético Mineiro ou é algo mais de um integrante mesmo? Como é o futebol na vida do SEPULTURA? Andréas Kisser - EU GOSTO DE FUTEBOL DESDE MULEQUE E SOU SÃO PAULINO, E NÃO DOENTE, MUITO CONCIENTE.
PMMI - Houve uma ocasião que vocês tocaram de verde e amarelo na Califórnia EUA, como foi isso? Andréas Kisser - FOI DEPOIS DA FINAL DA COPA DO MUNDO NOS ESTADOS UNIDOS QUE O BRASIL VENCEU A ITÁLIA NOS PÊNALTIS EM UMA TOUR COM O PANTERA 1994. TOCAMOS NO MESMO DIA DA FINAL E TODOS PINTARAM AS CARAS DE VERDE E AMARELO.
PMMI - De todos os países que vocês tocaram qual, deles rolou algo estranho com a banda? Andréas Kisser - NA INDONÉSIA EM 1992 EU TOMEI SANGUE DE COBRA DEPOIS ASSISTI A UM SHOW VUDU. FOI FODA!
PMMI - o que representa para o SEPULTURA , um evento como PMMI que arrecada alimentos para doar as instituições de caridade e onde em um ano e meio de existência arrecadou mais de 12 TONELADAS de alimentos e reconhece os artistas de forma formal e oficial? Andréas Kisser - ACHO QUE SÃO EVENTOS QUE ESTIMULAM AS BANDAS QUE TEM POUCAS OPORTUNIDADES E É O MÍNIMO QUE PODEMOS FAZER PRA AJUDAR MUITA GENTE QUE PRECISA DE PELO MENOS TER O QUE COMER.
PMMI - qual a visão da banda sobre a questão da cena Independente , vocês acreditam que está crescendo? Andréas Kisser - ACHO QUE A CENA INDEPENDENTE VAI SER SEMPRE FORTE, O BRASIL TEM MUITA COISA ACONTECENDO DE NORTE A SUL, EM TODOS OS ESTILOS E TENDÊNCIAS.
PMMI - O que vocês diriam as bandas mineiras que estão começando a carreira e que estão seguindo de forma independente? Andréas Kisser - QUE TOQUEM A MÚSICA QUE GOSTEM INDEPENDENTEMENTE DO ESTILO E CURTAM O MÁXIMO.
PMMI - Para finalizar deixe um recado para todos os leitores da Revista PMMI MAGAZINE. Andréas Kisser - VALEU PELA OPORTUNIDADE E QUERIA AVISAR QUE ESTOU FINALISANDO O MEU PRIMEIRO DISCO SOLO, CHAMADO "HUBRIS". SERÁ UM DISCO DUPLO SENDO O PRIMEIRO MAIS RELACIONADO COM A GUITARRA, COM VOCAIS, E O SEGUNDO UM MAIS ACÚSTICO, INSTRUMENTAL. TEM PREVISÃO DE LANÇAMENTO PARA ABRIL 2008. ABRAÇO!
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