Meteorologistas
fazem um alerta: o volume de chuvas deve aumentar a partir deste mês.
E, conforme a previsão, o índice pluviométrico deve crescer 30% em
relação ao período chuvoso do ano passado, que já foi considerado
abundante.
"Tudo indica que as chuvas vão ficar acima da média histórica no
período de setembro a dezembro. Os problemas causados pelas águas
poderão chegar mais cedo", alertou o meteorologista Ruibran dos Reis.
No entanto, obras prometidas no início do ano para evitar enchentes
- como as que ocorreram no ribeirão Arrudas e nos córregos Bonsucesso,
na região Oeste, e Olaria/Jatobá, no Barreiro - não ficam prontas a
tempo de conter novas tragédias. A conclusão da intervenção de
recuperação no leito do Arrudas, feita pela Copasa em parceria com a
prefeitura, está prevista para novembro. No entanto, se as chuvas
aumentarem já neste mês, os trabalhos que estão sendo realizados na
avenida Tereza Cristina podem ficar comprometidos.
Para iniciar as obras do córrego Bonsucesso, orçada em mais de R$
100 milhões, a prefeitura ainda está finalizando a construção de 400
apartamentos para retirada das famílias em áreas que serão
transformadas em parques ou barragens. A previsão inicial era que as
unidades habitacionais ficassem prontas em maio.
Em um terreno próximo ao Anel Rodoviário, no Barreiro, está sendo
erguida uma barragem que deve represar toda a água que hoje deságua na
avenida Tereza Cristina. As obras no córrego Olaria nem começaram.
Todas as três intervenções (nos córregos Bonsucesso e Olaria e a
barragem perto do Anel) só devem ficar prontas em meados de 2011,
segundo informou o prefeito Marcio Lacerda.
"Este ano vai melhorar um pouco por causa da revitalização do fundo
do Arrudas, mas nenhuma barragem vai ficar pronta. Focaremos no
trabalho de prevenção e retirada das famílias", afirmou Lacerda,
ressaltando que as obras são essenciais para evitar novas enchentes de
grandes proporções.
Para direcionar as medidas paliativas, a prefeitura mapeou as áreas
vulneráveis e está formando núcleos de Defesa Civil nas regiões
sujeitas a inundação. "É um trabalho tecnicamente complexo e bem feito.
A partir disso, as lideranças comunitárias são treinadas para agir",
disse Lacerda.
Previsão
Mais longa. No período de chuvas deste
ano, diferentemente de 2008, a previsão é de temporais de longa
duração, por vários dias seguidos, segundo os meteorologistas.
Enquanto
não sai do papel o radar meteorológico prometido pelo governo do
Estado, que medirá a previsão de temporais em um raio de até 100 km (a
previsão é para o fim de 2010), a aposta da prefeitura para este ano é
um alarme de enchentes no leito do Arrudas.
Segundo o prefeito Marcio Lacerda, uma empresa já contratada vai
instalar sensores em 22 pontos do ribeirão. Os equipamentos medirão a
velocidade da corrente e a altura das águas. “O sistema calcula onde,
quando e quanto vai inundar. Uma central que será montada recebe os
sinais e emite os alarmes (que podem ser sirenes em uma determinada
região), isolando uma outra área ou retirando as pessoas”, explicou
Lacerda.
A previsão é que o sistema de alarme fique pronto até dezembro deste
ano. Outra aposta, segundo o prefeito, é instalar placas de sinalização
em áreas de risco. (EM)